sábado, 23 de fevereiro de 2013

COMENTÁRIO DO FILME " O REI LEÃO" EM PERSPECTIVA VOCACIONAL

Por Frei José Roney


 O Rei Leão narra a história de Simba, um jovem e astucioso leãozinho que, juntamente com sua amiga Lala, deseja viver uma vida de grandes aventuras. Na intenção de se autoafirmar a quaquer custo em sua identidade de espécie e provar ao seu pai o quão grande é sua coragem, simba, cheio de si, mete-se nas mais incríveis confusões, e nisso, acaba sempre colocando em risco sua vida e a de seus amigos e familiares.
Quando, porém, seu ambicioso tio Scar arma uma engenhosa emboscada para matar seu pai e tomar de uma vez por todas o trono do Rei, Simba, envolvido pela força dos argumentos de seu tio, toma para si uma culpa que não é sua e foge do Reino que   era seu por direito.
Longe de casa, o filhote conhece Timão e Pumba, duas criaturas com as quais estabelecerá um verdadeiro vínculo de amizade e,  sob a “filosofia” do hakuna matata”, viverá uma vida “livre” e sem maiores preocupações. Não obstante, muitos anos após sua partida, Simba já adulto reencontra-se com Lala, sua amiga de infância, e toma conhecimento da dramática situação à qual estão submetidos sua família e seus amigos   sob o reinado de Scar. É então que Simba, divivido entre o conforto de sua vida atual e as responsabilidades que lhe competem enquanto sucessor legítimo do Rei, vê-se diante de seu maior dilema, no qual, uma escolha pode decidir o futuro do reino, o seu e o de sua espécie.
 O Rei Leão é um filme provocante, capaz de levar-nos a nos questionar até que ponto somos capazes de assumir coisas que não são nossas, e deixar de lado aquilo que realmente nos pertence. A tragetória humana é marcada por desafios, diante dos quais, por vezes, arrogamo-nos de uma coragem que na verdade não possuímos. Basta a situação exigir um pouco mais de nós que, num átimo, recorremos aos “hakuna matatas” da vida: à mídia, aos grupos, aos entorpecentes, ao álcool, à rebeldia sem causa, e a tantas outras formas pouco saudáveis de fuga da realidade que possamos encontrar desponíveis. Com isso, acabamos por nos tornar extranhos a nós mesmos e incapazes de assumir nossa própria história, legando a outros a inteira responsabilidade por uma vida que, enquanto singularidade, deveria ser tão somente nossa.
Nesse sentido, Simba é como que a prefiguração de cada um de nós que, não poucas vezes, armamo-nos ciladas e caímos em nossas próprias armadilhas, curiosamente, acabando por nos sentirmos confortáveis com essa espécie de psêudo-existência.
A vida, porém, sempre nos dá a oportunidade de recomeçar, reconstruír, fazer diferente, contanto, é claro, que sejamos capazes de encontrarmos em nós a coragem necessária para reconhecermos nossos limites, medos e receios, e assim, olharmos com caridade para o nosso passado, corrigirmos erros cometidos, reconciliarmo-nos conosco mesmo e nos projetarmos com confiança para o futuro.
 Ora, pois, foi exatamente isso que fez Simba. Após muita resistência, ele abriu seus olhos e o seu coração, e procurou responder sem ressalvas aquilo para o qual, desde sempre, havia sido chamado, e apartir disso, descobriu o verdadeiro sentido de sua vida.
O Rei Leão, um clássico do cinema que vale a pena ser visto, refletido e confrontado com nossa própria experiência de “ser no mundo”.

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